quinta-feira, 23 de março de 2023
quinta-feira, 9 de março de 2023
quinta-feira, 2 de março de 2023
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
terça-feira, 8 de novembro de 2022
1977 Di Glauber – um filme marginal?
No dia 11 de março de 1977 o curta-metragem Di-Glauber, do cineasta Glauber Rocha sobre a morte do pintor Di Cavalcanti fez sua estreia na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, provocando risos e aplausos na plateia composta por 500 cinéfilos.
Mas foi somente dois anos após sua estreia, quando exibido em circuito comercial, que o filme foi apreendido através de um mandado de segurança impetrado pela filha do pintor, Elizabeth Di Cavalcanti, sob a alegação de que o filme “denigre a imagem do pintor Di Cavalcanti física e moralmente”,[1] que é uma “usurpação da imagem”, e que faz “apologia da morte”. Na sentença da interdição do filme a alegação era de que “causa uma clara lesão à personalidade de Di Cavalcanti”; “fere o sentimento íntimo dos herdeiros”; “filha se sente chocada ao se defrontar com a face patética do seu pai”. Um perito chega ao extremo de afirmar numa matéria do jornal O Globo, de 02 de junho de 1981: “É toda uma demoníaca montagem tendo como centro o corpo do pintor, ficando inclusive sua face deformada pela moléstia”.
Outro ponto que gostaríamos de levantar, diz respeito às próprias declarações do cineasta Glauber Rocha sobre o movimento do cinema marginal por ele denominado de udigrudi. Em entrevista a revista Debate e crítica, em abril de 1975 o cineasta afirma: “Os filmes udigrudi são ideologicamente reacionários porque psicologistas e porque incorporam o caos social sem assumir a crítica da história e formalmente, por isso mesmo, regressivo. São uma mistura de Godard anarquista pré-67 e do formalismo fenomenológico e descritivo de Warhol, e nenhum deles conseguiu o que pretendia: liberar o inconsciente coletivo subdesenvolvido num espetáculo audiovisual totalizante.” (citado em Sidney Rezende (organizador) Ideário de Glauber Rocha. Philobiblion, Rio de Janeiro, 1986, p. 80).
A declaração acima do cineasta é resultado de uma polêmica entre os cineastas marginais e os cineastas do Cinema Novo. Nos anos de 1969 e 1970 os cineastas Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e a atriz Helena Inêz deram entrevistas na imprensa, criticando e ironizando o Cinema Novo. Glauber Rocha não deixou por menos e também fez as suas críticas ao cinema marginal. Chegou ao ponto de afirmar que o único filme realmente underground é Câncer (1969) dirigido pelo próprio cineasta. (em Ramos, obra citada, p. 388). De fato, Câncer é sem sombra de dúvida, o filme de Glauber Rocha considerado “marginal”
TERRA EM TRANSE 1967
O JARDIM DAS AFLIÇÕES
A vida de um homem na Terra se estende até quando dura sua obra.
A saudade do Olavo aperta, sim, no peito, e nos faz sentir como filhos sem a instrução de um pai.
Mas, graças aos esforços deste mesmo pai, o sentimento some assim que lemos um texto seu ou escutamos sua voz nas incontáveis aulas que gravou.
Afinal, como ele mesmo disse: "não é porque eu morri que eu parei de falar."
Porque grandes homens impregnam sua obra com a própria personalidade.
Hoje, meses depois de ter nos deixado, suas previsões continuam acertadas e seus ensinamentos insistem em se manter recentes e penetrantes.
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
OLAVO TEM RAZÃO
"Tudo em volta induz à loucura, ao infantilismo, à exasperação imaginativa." (Olavo de Carvalho)
No último domingo, junto do entardecer veio a derrota; e com ela, o caos e o desespero de alguns.
Mais uma vez, o comunismo colocou as mãos no Brasil.
Vimos o crime e a impunidade aplaudirem, histericamente, a investida comunista que ameaça o país.
Como um câncer reincidente, a ideologia miserável que devasta nossos vizinhos se esgueirou na mentira, na mídia e no establishment, e agora retoma sua marcha terminal.
Apesar da gravidade do momento, nada disso escandaliza ou esmorece os alunos do professor Olavo de Carvalho.
O que vivemos antes foi apenas uma aparente folga de quatro anos.
E não mais do que isto.
O ambiente cultural permanece baixo e em declínio. Ele precisa de saneamento, antes mesmo de pensar em qualquer ação política, como o professor já disse inúmeras vezes.
Por um momento, o povo brasileiro vislumbrou uma pequena esperança.
Mas agora, parece restar apenas a completa escuridão.

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