sábado, 29 de agosto de 2026

POLITIKA

A genuína concepção de Estado transcende amplamente o jurídico, o burocratismo e os contratos sociais fictícios da contemporâneedade liberal. Se a realidade fenomenológica desprovida de soberania é, por definição intrínseca, uma multiplicidade fragmentada, caótica e tendente à dissolução total, o Estado surge como o Eidos supremo da forma arquetípica e ordenadora que impõe a unidade inexorável à toda matéria dispersa. O Estado "emanou-se" de um pacto utilitário entre indivíduos atômicos, pois o indivíduo isolado de uma estrutura orgânica comunitária constitui uma flagrante contradição lógica, um efeito destituído de causa primária e uma potência incapaz de atualizar-se por si mesma. 

Os materialistas (liberais ou marxistas) tentam de todas as formas nos fazer acreditar que o Estado serve ao seu povo por uma obrigação assistencialista desprovida de sentido, desconsiderando uma necessidade existencial mútua entre povo Estado. Sendo o cérebro do organismo social, as instituições do Estado devem zelar pela saúde, nutrição, segurança e pela evolução técnica de seus cidadãos, garantindo que o próprio corpo nacional não definhe frente às pressões externas. O serviço ao povo traduz-se na manutenção da substância do próprio Estado, pois é o povo organizado que dá forma, legitimidade e razão de ser à soberania. Em consonância com essa responsabilidade, o Estado possui o dever inalienável de atuar como o sistema imunológico da cultura, filtrando influências internacionais e defendendo o elo sagrado entre o homem e a sua terra.

O dever fundamental do Estado não se restringe à figura passiva de um vigilante noturno ou de um burocrata assim como liberalismo propõe e assim desvirtuando o Estado; ele assume a posição ativa de um motor ordenador supremo, com total monopólio da violência. A missão primordial do Estado é a sustentação intransigente da unidade nacional, organizando a sociedade de maneira estritamente orgânica e funcional. Cabe ao poder público garantir que cada cidadão, atuando como unidade viva de trabalho, esteja integrado em sua respectiva estrutura de cooperação e deveres para com a pátria. O Estado substitui com firmeza o conflito das classes, dividindo a comunidade não por classes, mas sim por sua função como indivíduo ma comunidade nacional onde o esforço e o fruto do trabalho de cada membro alimentam diretamente a potência integradora do todo.

CATEDRAL DE NOTRE DRAME-Hipnagógico

Em nossa concepção, para a plena realização do Estado em sua função legítima, compreende-se que essa concentração em um território delimitado não se resume a uma mera massa demográfica estatiada que aprisiona o homem como os anarquistas enxergam, mas forma um verdadeiro corpo de potência telúrica em interação física, cultural e metafísica constante com o seu solo ancestral. Nesse modelo de soberania proposto, o Estado atua como uma estrutura arquitetônica que brota diretamente das condições de sua geografia, de sua história perene e de suas tradições. Nenhum átomo pode situar-se à margem ou em oposição frontal ao Estado, sob pena de instaurar-se um perigoso vácuo de ordem que ameaça a coesão coletiva, exigindo imediata reintegração para a preservação da integridade da Pátria.



Portanto, como apontado na última postagem, o Estado manifesta-se como expressão máxima da natureza consciente de forma coletiva e soberana. Ele representa o ponto culminante onde as leis cegas da biologia, da história e da física se transmutam em vontade de ordem e progresso rumo ao destino da nação. Por isso a existência histórica e ontológica do Estado é legitimada por sua necessidade inevitável perante as exigências da sobrevivência civilizacional. Analisando o processo histórico em sua profundidade, os povos evoluíram para se fixar firmemente em um solo específico, estabelecendo com ele e com seus pares uma relação simbiótica de identidade e destino, culminando na formação das primeiras comunidades orgânicas e, por conseguinte, do Estado

"O Brasil oficial é deslumbrado, tecnocrata, alienado e colonizado; o Brasil real é profundo, místico, criativo e popular. A nossa verdadeira riqueza está naqueles que guardam a tradição, que cantam a dor e a alegria do povo nas feiras do interior, longe das luzes falsas das grandes capitais."

—Ariano Suassuna. Iniciação à Estética Popular.

"A vastidão do território e o isolamento dos sertões criaram na alma brasileira uma profunda melancolia, um sentimento difuso de solidão perante a imensidão da natureza. No entanto, é justamente dessa solidão e dessa luta incessante contra as adversidades da terra que brota a força original e a poesia íntima do nosso povo."

—Paulo Prado. Retrato do Brasil: Ensaio sobre a tristeza brasileira.

A própria unidade territorial do Brasil, singular em um continente retalhado por repúblicas fragmentadas, deve-se em grande medida a essa língua espiritual comum fornecida pela Igreja, que uniu sob a mesma cosmovisão povos de distintas origens e matizes culturais, fundindo-os em uma nação dotada de uma alma coletiva inconfundível. Portanto, preservar e fomentar essas raízes rituais e culturais é um ato de resistência civilizacional indispensável. Reconhecer que o Brasil pulsa ao ritmo de sua fé e de suas tradições ancestrais é o principal passo que damos rumo a um país comprometido com sua realidade e destino, onde o futuro da Pátria seja edificado sobre a rocha sólida da sua mais autêntica e profunda identidade espiritual. Espero um dia ver um Brasil onde a Cruz reine em um povo sem tormento e com fé inabalável.




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

ECLIPSE SOLAR DE 12 DE AGOSTO

 O sol e a lua se encontraram novamente, e desta vez sua dança aconteceu na Europa. No dia 12 de agosto, a Espanha — mais precisamente, a metade norte do país — teve o privilégio de testemunhar um eclipse solar total.




sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Agosto

Continuem depositando sua fé e seu foco onde realmente importa, pois um único gesto seu — por menor que seja — pode gerar ondas que se propagam pela eternidade.


sexta-feira, 26 de junho de 2026

estudando temas atuais- a realidade


Por outro lado, na ausência de uma síntese simbólica, a única relação possível entre

imaginação humana e mundo material se torna de tipo matemático. Isso acontece ao mesmo

tempo que a atividade econômica adquire uma importância extraordinária com o advento do

capitalismo. A economia passa a ser o centro da realidade, e a medida do encaixe do sujeito na

realidade se torna o seu sucesso econômico. Pressupõe-se que, se o indivíduo compreende a

realidade, terá sucesso econômico; desaparecem a sorte e o acaso. A ecácia econômica ganha

o posto de padrão cognitivo, e todo liberal tende a raciocinar segundo a crença de que o

sucesso econômico prova a veracidade de suas idéias.

Naturalmente, surgem inúmeras formas de revolta contra esse espírito liberal, em especial o

nazismo e o fascismo.

Em um mundo onde só existem as “coisas materiais” denidas pela quantidade, e por outro

lado algo de evanescente chamado “pensamento humano”, que lugar haverá para Deus e os

milagres? Deus recuou para uma distância imensurável, ou, como diz Arthur Koestler, “deixou

o telefone fora do gancho”. A conclusão necessária, segundo essa perspectiva, será que não

pode haver presença de Deus no cosmos material porque Deus é espírito e espírito só existe na

mente humana, não no mundo material. Deus se reduz a uma idéia que temos, na qual você

pode até acreditar, na qual você pode até ter fé, mas que jamais passará de uma idéia nem

tampouco se manifestará no cosmos. Assim, o Deus dos cristãos hoje parece o Deus islâmico:

é um Deus absolutamente inatingível, que nunca está presente. Mas a essência do cristianismo,

bem ao contrário, é a Encarnação, é a presença real de Cristo. Ele nos disse: “Eis que estou

convosco todos os dias, até a consumação do século” (Mt 28, 20). E nós observamos sua

presença por meio dos milagres.

 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

NASCENTES EM FERVEDOUROS

 Fervedouros são nascentes de rios subterrâneos, famosos no Jalapão (TO), onde a forte pressão da água que emerge do lençol freático impede as pessoas de afundarem, criando um efeito de flutuação natural.

Fervedouros são feições geomorfológicas singulares e raras, caracterizadas como nascentes de rios subterrâneos que formam piscinas naturais de águas cristalinas. Do ponto de vista geológico, o fenômeno ocorre devido ao afloramento de um aquífero confinado, onde a água subterrânea sobe com tanta pressão através da areia que impede o afundamento de pessoas, um processo conhecido como ressurgência ou artesianismo.

  • Profundidade: Apesar da flutuação, os poços podem ser bastante profundos (alguns ultrapassam 50 metros) e são cercados por vegetação.
  • Contexto Cárstico: Em alguns casos, as nascentes estão associadas a cavernas e rochas do Grupo Bambuí, caracterizando um relevo cárstico, onde a dissolução de rochas carbonáticas cria o espaço para a água armazenada no aquífero fluir. [1, 2, 3, 4, 5, 6, 7]
Principais Características:
  • Areia "Cantante" ou Móvel: A areia do fundo é fina e leve, mantida em suspensão pela pressão da água.
  • Transparência: A água é extremamente clara, pois é filtrada ao passar pelas camadas subterrâneas de areia.
  • Temperatura: A água geralmente tem uma temperatura fresca, mas é chamada de "fervedouro" apenas pela movimentação, não pelo calor




Canela de ema , no parque estadual das nascentes do taquari



 

terça-feira, 24 de março de 2026

OBELISCO TELLO

 https://peregrinadanza.wordpress.com/2025/09/03/una-interpretacion-del-obelisco-tello-las-plantas-en-la-cultura-andina-y-en-occidente-moderno-2020-por-julio-valladolid-rivera/


As interpretações do obelisco são, devido à perda do contexto cultural, difíceis de decifrar, mas possivelmente retratam algum tipo de significado cosmológico. Muitas das kennings vêm de diferentes partes do mundo andino, sejam as conchas de Strombus e Spondylus do Oceano Pacífico , as plantas cultivadas, as serpentes e os dentes caninos ou felinos (provavelmente de onça-pintada ) da floresta amazônica , e a harpia relacionada ao céu, todos mostrando diferentes segmentos do mundo. O próprio jacaré é encontrado na floresta tropical de baixa altitude. Assim, diferentes aspectos do mundo se unem em uma única imagem, representando a terra, o mar e o ar em conjunto. Tudo isso poderia fornecer uma visão geral do cosmos de acordo com os andinos da época e ajudá-los a explicar seu mundo em uma imagem simples. [ 2 ]

A imagem inteira também poderia ser interpretada como uma Árvore da Vida , um motivo comum na área, com o jacaré formando o tronco da árvore e os kennings representando diferentes aspectos da árvore. O próprio obelisco foi interpretado como vagamente na forma de um broto de planta, possivelmente dando crédito a essa interpretação. [ 2 ]

O próprio granito provavelmente também possuía um significado simbólico. Sendo a pedra mais dura da região, o granito poderia ter conferido ao obelisco uma sensação de resistência e imutabilidade. Se colocado dentro do pátio, também poderia ter sido usado como um gnômon para marcar o tempo ou mesmo as estações do ano, conferindo à pedra duradoura, coberta com representações da vida, um significado e simbolismo adicionais.

A gravação necessariamente rasa poderia até ter importância, pois as esculturas baixas exigiriam (especialmente sob o sol forte) que alguém se aproximasse para decifrar a imagem no obelisco, apenas para encontrar, quando estivesse a uma distância que lhe permitiria atacar, um jacaré - semelhante a como um jacaré real poderia se esconder na água para criaturas curiosas ou desavisadas que se aproximassem. [ 6 ]

Independentemente disso, as interpretações do obelisco são severamente limitadas pela falta de compreensão religiosa e cultural da cultura Chavín.

https://en.wikipedia.org/wiki/Tello_Obelisk#:~:text=O%20Obelisco%20Tello%20%C3%A9%20um,podem%20indicar%20grande%20import%C3%A2ncia%20religiosa.

https://en.wikipedia.org/wiki/Tello_Obelisk#:~:text=O%20Obelisco%20Tello%20%C3%A9%20um,podem%20indicar%20grande%20import%C3%A2ncia%20religiosa.

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