segunda-feira, 15 de janeiro de 2024
sábado, 13 de janeiro de 2024
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Profundidade e Musica
sexta-feira, 5 de janeiro de 2024
DÉCIMA SEGUNDA NOITE SANTA
“Na décima Noite Santa através do portal do Touro o Espírito Santo emana a plenitude do amor divino inspirada como persistência em relação ao que se pretende alcançar. Nesta noite, deixe seu olhar buscar novos horizontes para a sua vida. Foram as forças do Touro que configuraram a laringe, o órgão da fala, que segundo Steiner está em transformação, e ele diz que nos estágios evolutivos futuros do ser humano. A palavra será como uma lança sagrada de expressão do amor divino. Da região de Touro, o Espírito Santo traz a você a força da persistência que leva ao progresso.”
Ouça a voz da consciência que eleva o Eu de uma condição terrena, inferior, a uma condição cósmica, superior, trazendo para o ser humano a possibilidade de se tornar o Ser da Liberdade e do Amor – o ápice da hierarquia espiritual.
DÉCIMA SEGUNDA NOITE SANTA – 5 de janeiro
“Um novo Sol e um novo dia, e a última noite desta Ascenção através das hierarquias espirituais. Alcançamos o último degrau desta escada, que nos transporta para as fronteiras do universo. Da Região de Áries, o Cristo, como uma luz brilhando no interior, como um Sol interno na alma livre e plenamente consciente, traz a você liberdade de ser você mesmo.”
quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
Serra do Roncador parte 2
atleta atravessa serra de MT com 100 metros de altura em fita de 2,5 cm
Em uma fita com 70 metros de comprimento e 2,5 centímetros de largura, o atleta mineiro Caio Salomão Amador, de 36 anos, atravessou a Serra do Roncador, que possui mais de 100 metros de altura, o que equivale a um prédio de cerca de 20 andares.
Localizada na região central do Brasil, a Serra do Roncador está situada na divisa dos estados do Mato Grosso e Goiás, na área de transição da Floresta Amazônica e do Cerrado. Caio divulgou um vídeo da travessia e chamou a atenção nas redes sociais. A travessia foi feita em menos de 3 minutos
“Foi um momento muito especial, pois era um lugar que eu queria conhecer há muito tempo. Pratico esportes desde 2006 e, desde então, venho explorando lugares novos. O esporte te dá essa oportunidade de chamar atenção para os lugares, das pessoas e aproveitar o potencial que cada região tem. A ideia é unir as pessoas em prol de um projeto diferente para mostrar o Brasil ,as belezas e os desafios”, disse.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
DECIMA NOITE SANTA
“Na décima Noite Santa, através do portal de Gêmeos, os impulsos espirituais dos Serafins ajudam a vencer a barreira do individualismo e da solidão. Nesta noite abra o seu coração, reconheça o amor em si e nos outros. Amor que não está mais assentado nos laços físicos, nos laços da paixão, mas em laços espirituais. O amor fraterno. A fraternidade é o mais poderoso impulso para a vida social, porque ela pode quebrar as barreiras de status, etnia e crenças.”
AS 12 NOITES SANTAS – 10ª NOITE SANTA
De novo sai o sol, atravessamos um novo dia e vem o cair da noite. Uma estrela brilha no céu, emanando seu brilho da Constelação de Gêmeos, o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Serafins, os Seres do Amor. Amor que não está mais assentado nos laços físicos, nos laços da paixão, mas em laços espirituais. O amor fraterno.
O mito grego de Kastor e de Polydeukes, irmãos que eram filhos da mesma mãe com pais diferentes, sendo que Castor era mortal e Polydeukes imortal. Ocorreu que Castor morre e o seu irmão vai até Zeus e pede que a sua imortalidade seja retirada e concedida a Castor; Zeus comovido, torna ambos imortais e os coloca no céu na forma de uma constelação, a constelação de Gêmeos!
Ele os eleva à condição macrocósmica, e o que os torna imortais não são os laços de sangue, mas o abrir mão de si mesmo, que é a forma ainda mais elevada de Amor!
No Evangelho temos a expressão dessa forma de amor: “onde dois estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” – abre-se mão do próprio Eu, e ganha-se um outro Eu que é eterno.
A fraternidade é o mais poderoso impulso para a vida social, porque ela pode quebrar as barreiras de status, etnia e crenças.
Na décima Noite Santa, através do portal de Gêmeos, os impulsos espirituais dos Serafins ajudam a vencer a barreira do individualismo e da solidão.
Nesta noite abra o seu coração, reconheça o bem em si e nos outros. Da região de Gêmeos, os Serafins, Espíritos do Amor, trazem a você impulsos para vencer a barreira do individualismo e da solidão e encontrar sentido na união e na fraternidade…
domingo, 31 de dezembro de 2023
Setima noite santa
A Virgem é a imagem terrestre da Alma Cósmica - Sofia, corresponde ao aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres e que pode acolher e gerar o Espírito individualizado.
“Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida. A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez. Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar.”
SÉTIMA NOITE SANTA – 31 de dezembro
De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia, e no final deste o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria, também chamados Domínios.
Na evolução, eles acordaram ao perceber a existência de outros Seres, para os quais criaram então o espaço do acolhimento. Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia, os Seres que acolhem e realizam os planos divinos.
As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.
A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.
Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.
Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, Espíritos de Sabedoria, trazem a você a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
12 Noites Santas
"As 12 Noites Santas representam a escada de expansão da Consciência Divina em nós..."
Sergei Prokofieff
É o assim denominado período que vai da noite de Natal (dia 25 de dezembro) até a noite anterior ao dia dos Reis (5 de janeiro), quando, segundo a antiga tradição cristã, bençãos divinas se derramam sobre nós através dos portais das 12 constelações do Zodíaco, o cinturão de estrelas em volta do espaço sideral no qual existimos. As 12 badaladas da meia noite do Natal anunciam a vigília que é um preparo espiritual, como se as Noites Santas fossem uma prévia dos 12 meses do ano que se inicia. As virtudes recebidas das hierarquias espirituais nesta época, através da meditação, injetam suas forças no nosso desenvolvimento espiritual ao longo do novo ano. Uma atenção especial deve ser dada aos sonhos como mensageiros do espírito.
AS 12 NOITES SANTAS – INTRODUÇÃO
Segundo uma antiga tradição cristã, as Doze Noites Santas é o período que vai da noite de Natal até o dia de Reis.
Através da Luz Espiritual que brilha das estrelas do Zodíaco, as bênçãos divinas se derramam sobre aqueles que oram e vigiam. Os sonhos nestas noites se tornam mensageiros do Espírito!
Quando se acendeu no céu a estrela há muito tempo esperada, os Reis Magos iniciaram a jornada até a Criança que seria o novo Sol do Mundo. Após doze noites, consideradas sagradas a partir de então, eles puderam alcançá-la e ofertar o incenso, a mirra e o ouro, em nome de toda a Humanidade, acompanhados dos votos de que o Espírito Divino pudesse viver no pensar, sentir e querer humanos.
Dos pés à cabeça podemos vivenciar a transformação, de pessoas terrenas e materialistas, em pessoas espiritualizadas, que olham o mundo com uma visão espiritual. Vislumbramos a escada de expansão da consciência, que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao Ser Divino em cada um de nós.
A cada Natal temos a chance de um novo nascimento. E a cada ano, a oportunidade de uma nova vida. Não podemos nos esquecer disso, pois precisamos urgentemente de forças espirituais, não apenas para cada um de nós individualmente, mas para toda a Humanidade.
Na meditação das noites santas, podemos colocar na alma as sementes da Esperança em relação aos doze meses do ano que entra. Meditando dos pés em direção à cabeça, podemos almejar a consolidação das forças do nosso ser e a transformação dessas forças em qualidades verdadeiramente humanas e sagradas.
As 12 badaladas da meia noite do Natal anunciam a vigília, que pode ser um preparo espiritual, como se as Noites Santas fôssem uma prévia dos 12 meses do ano que se inicia.
As inspirações recebidas das hierarquias espirituais nestas doze noites, através da meditação, injetam forças no desenvolvimento espiritual ao longo de todo o ano.
O Evangelho de Mateus nos remete aos mistérios espirituais da Antiguidade, etapa do desenvolvimento da humanidade na época do assentamento na região do Mediterrâneo, quando aqueles que eram iniciados desenvolviam a visão clarividente. Os corpos siderais eram vistos por eles como a manifestação de seres espirituais em atividade constante e contínua transmutação. A esse antigo estado de consciência clarividente está associado o surgimento da Astrologia, sabedoria baseada na analogia do movimento e posição dos astros com o destino humano. Ao fazermos a vigília das Noites Santas podemos retomar a jornada dos Reis Magos através da ligação com esta sabedoria, recebendo irradiações das 12 constelações do Zodíaco.
As hierarquias espirituais podem ser contempladas como esculturas, no portão sul da Catedral de Chartres, a mais importante catedral gótica da Idade Média. Neste portão, chamado de Portão da Transubstanciação, as hierarquias formam uma escada ascendente que representa o ensino espiritual.
O aluno vai de degrau em degrau se conectando a esses seres espirituais, que representam diferentes estados de Consciência. Neste aprendizado, o pensar e o sentir, integrados, se tornam órgãos de compreensão e de participação no mundo espiritual.
Os nomes das hierarquias se originaram de um manuscrito de Dionísio, o Aeropagita, que fundou a primeira escola esotérica cristã da Antiguidade. Dionísio, um iniciado nos antigos centros de mistérios gregos, renomeou os seres divinos, que eram chamados na Antiguidade como seres de Vênus, seres de Mercúrio e outros, a partir de uma revelação do Cristo feita a ele por Paulo de Damasco.
O Manuscrito escreve os nove níveis de seres divinos associados em grupos de três hierarquias que participaram da evolução da Terra e do ser humano.
A primeira hieraquia inclui os Serafins, Querubins e Tronos, que iniciaram a evolução.
Eles atuam a partir do divino, da esfera macrocósmica, que é denominada a esfera do Pai, de Deus, de Alá, do amor divino, do grande mistério, da doação cósmica. Eles são seres de um estado evolutivo anterior ao nosso, tão avançados em sua evolução que foram capazes de fazer fluir de si a sua própria substância, dando nascimento ao atual estado do nosso sistema solar.
A segunda hierarquia é formada pelos Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai, ou Elohins. Eles também são chamados de Domínios, Virtudes e Potestades. Enquanto no processo de configuração do nosso Cosmos a primeira hierarquia atuou de fora, a segunda hierarquia, de dentro do processo, acolheu os planos divinos transformando-os em sabedoria, dando-lhes movimento e forma.
E por último a terceira hierarquia – os Arqueus, ou Principados, os Arcanjos e Anjos, próximos do ser humano, porque desenvolveram a sua essência nesta etapa evolutiva em que nós, Anthropos, nos encontramos, e na qual estamos destinados a nos tornar cocriadores da Evolução.
Rudolf Steiner, filosofo alemão que revelou a Antroposofia ao mundo, chamava a atenção para o fato de que o homem autoconsciente deveria reaprender a vivenciar as hierarquias na sua vida interna como realidades.
Ele diz que esses seres espirituais vêm ao nosso encontro quando nos preparamos para conhecê-los, e falarão à nossa alma primeiramente como pensamentos e sentimentos, e só então os perceberemos como realidades!
Sergei Prokofieff, um dos dirigentes mundiais da Antroposofia, descreveu o ensino espiritual de Chartres na tradição da vigília das 12 noites santas.
Ele delineia a escada de expansão da consciência, que ajuda a dar nascimento, no último degrau, ao Ser Divino em cada um de nós.
Prokofieff faz uma analogia entre este caminho de transformação e o processo de desenvolvimento descrito por Rudolf Steiner como o caminho de Jesus a Cristo.
Jesus nasce como a criança arquetípica, destinada a se desenvolver como um Ser Humano, de tal forma que possa acolher em si o Eu do Cosmo, no Batismo do Jordão. Este acontecimento místico derramará sua influência por sobre toda a história da Humanidade, como um grande arquétipo de desenvolvimento espiritual.
12 Noites Santas- principio
Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Sagitário, de onde emanam as forças espirituais dos Arqueus, os Seres da Personalidade, também chamados de Principados. Isto significa que eles não só possuem um Eu como sabem que o possuem e através dessa consciência intensificada eles criam uma imagem de si no exterior. Eles projetam no exterior a força de sua luta interna que é a própria luta do centauro, do ser humano emancipado por um lado na sua inteligência mas por outro lado, em luta constante para superar suas forças animalescas, seus instintos selvagens, suas forças egoísticas.
Os Arqueus são considerados os Espíritos do Tempo porque essa luta é a própria luta do desenvolvimento humano no nosso tempo, abrangendo algo que ultrapassa todas as etnias e se torna uma influência cultural na nossa civilização.
Aqui a tarefa anterior dos Arcanjos, que era proteger a sabedoria cósmica das intenções egoístas é ampliada pelos Arqueus, estando expressa no desafio da nossa civilização moderna na luta entre o materialismo exacerbado e a preservação dos recursos naturais.
No portal sul da Catedral de Chartres, a escultura de Micael preside as 3 hierarquias. Rudolf Steiner constantemente se refere a ele como o Regente desta nossa Época, com a missão de dominar o Dragão, o ser mítico representado pelo nosso intelecto, quando a sabedoria cósmica é apropriada através da compreensão das leis, através da ciência natural e precisa ser colocada no mundo de forma mais ampla para o bem de todos. Tanto no aspecto pessoal de construção da personalidade como neste aspecto temporal, esta luta representa um cair e levantar constantes.
Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.
Nesta noite reavalie as suas qualidades pessoais. Da região de Sagitário, os Arqueus, Espíritos da Personalidade, lhe trarão as forças da inteligência que erguem você, que sustentam você, e apontam a direção do futuro. Eles injetam clareza no seu pensar para que você perceba e assuma o compromisso com o que há de melhor em você.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
quinta-feira, 21 de dezembro de 2023
Hermes Trimegisto
Hermes Trismegistos é o nome grego dado ao deus egípcio Thoth, considerado o inventor da escrita e de todas as ciências a ela ligadas, inclusive a medicina, a astronomia e a magia. Segundo o historiador Heródoto, já no séc. V a.C. Thoth era identificado e assimilado a Hermes Trismegisto, i.e., ao Três Vezes Poderoso Hermes.
A pedra de Roseta, gravada no ano 196 a.C também identifica Hermes como Thoth. A tradução dos hieróglifos das câmaras mortuárias do Vale dos Reis permitiu dividir os escritos atribuídos a Hermes-Thoth em dois tipos principais: o Hermetismo “popular” que trata da astrologia e das ciências ocultas, e o Hermetismo para os “cultos”, que trata de Teologia e de Filosofia.
Do renascimento até ao final do século XIX pouca atenção foi dispensada aos Escritos Herméticos populares. Estudos recentes mostraram, no entanto, que a literatura popular hermética é anterior ao Hermetismo dito culto, e reflete as idéias e convicções dominantes no império romano.
Os Escritos Herméticos sobre Teologia e Esoterismo constam de dezessete tratados, que compõem o Corpus Hermeticum. Este conjunto de Escritos reúne as compilações feitas por Stobaeus e por Apuleius. A compilação de Apuleius for traduzida para o Latim por Asclepius. Estes escritos são datados dos três primeiros séculos da era cristã e foram escritos em língua grega, embora os conceitos neles contidos sejam de origem egípcia.
O Corpus Hermeticum reúne a Hermética e a Tábua de Esmeralda. Estas duas obras são trabalhos estritamente herméticos sobre os quais se fundam a ciência e a filosofia alquímicas. A Hermética consta de uma série de livros, dos quais o mais importante é Livro I, Pimandro, que é um diálogo de Hermes consigo mesmo.
O Hermetismo foi estudado durante séculos pelos árabes, e por seu intermédio chegou ao Ocidente, onde influenciou homens como Albertus Magnus. Em toda a literatura Medieval e do Renascimento são freqüentes as referências a Hermes Trismegistos e aos Escritos Herméticos, estudados e aprofundados, principalmente, pelos Alquimistas e pelos Rosacruzes. Para os Rozacruzes, Hermes Trismegistos foi um sábio. O Dr. H. Spencer Lewis, escritor e Grande Mestre da Ordem Rosacruz, se referia a Hermes como uma pessoa real.
No mundo greco-latino, sobretudo em Roma, com os gnósticos e neoplatônicos, Hermes Trismegisto se converteu num deus cujo poder varou os séculos. Na realidade, Hermes Trismegisto resultou de um sincretismo com o Mercúrio latino e com o deus egípcio Thoth, o escrivão no julgamento dos mortos no Paraíso de Osíris, e patrono de todas as ciências na Grécia Antiga.
Em Roma, a partir dos primeiros séculos da era cristã, surgiram muitos tratados e documentos de caráter religioso e esotérico que se diziam inspirar-se na religião egípcia, no neoplatonismo e no neopitagorismo. Esse vasto conjunto de escritos que se acham reunidos sob o nome de Corpus Hermeticum, coleção relativa a Hermes Trismegisto, é uma fusão de filosofia, religião, alquimia, magia e astrologia, e tem muito pouco de egípcio.
Desse Corpus Hermeticum muito se aproveitou a Gnose (conhecimento esotérico da divindade, transmitido através dos ritos de iniciação). Os gnósticos, com seu sincretismo religioso greco-egípcio-judaico-cristão surgido também nos primeiros séculos da nossa era, procuraram conciliar todas as tendências religiosas e explicar-lhes os seus fundamentos através da Gnose.
As sandálias de Hermes eram dotadas de asas, separavam a terra do corpo pesado e vivente, e daí vem a importância simbólica das sandálias depostas, rito maçônico que evoca a atitude de Moisés no monte Sinai, pisando descalço a terra santa. Descalçar a sandália e entregá-la ao parceiro era, entre os judeus, a garantia de cumprimento de um contrato.
Para os antigos taoístas, as sandálias eram o substituto do corpo dos imortais, e seu meio de deslocamento no espaço. Em Hermes e Perseu, as sandálias aladas são o símbolo da elevação mística.
O caduceu significa em grego bastão de arauto. Símbolo dos mais antigos, sua imagem já se acha gravada, desde o ano 2.600 a.C., na taça do rei Gudea de Lagash. São várias as formas e múltiplas as interpretações do caduceu. Insígnia principal de Hermes, é um bastão em torno do qual se enrolam, em sentidos inversos, duas serpentes. Enrolando-se em torno do caduceu, elas
simbolizam o equilíbrio das tendências contrárias em torno do eixo do mundo, o que leva a interpretar o bastão do deus de Cilene como um símbolo de paz. A serpente é um símbolo encontrado na Mitologia de todos os povos. Todas as grandes idéias surgidas no início da Civilização foram representadas pela serpente: o Sol, o Universo, Deus, a Eternidade. Enroscada no Tau, a serpente é o símbolo do Grau 25 do REAA.
Também se pode interpretar o caduceu como sendo o símbolo do falo ereto, com duas serpentes acopladas. Esta interpretação do caduceu é uma das mais antigas representações indo-européias, sendo encontrado na Índia antiga e moderna, associado a numerosos ritos, bem como na Grécia, onde se tornou a insígnia de Hermes. Espiritualizado, esse falo de Hermes penetra no mundo desconhecido em busca de uma mensagem espiritual de libertação e de cura. Hoje em dia o caduceu é o símbolo universal da Medicina.
O esoterismo maçônico, com a sua tradução em rituais, símbolos e ensinamentos, é criação de grandes pesquisadores, colecionadores de livros e de manuscritos raros, e grandes estudiosos das culturas da antiguidade. Elias Ashmole, Desaguilliers e Francis Bacon foram alguns destes homens, Rosacruzes e grandes conhecedores do hermetismo e da transmutação alquímica dos metais, através da Pedra Filosofal. Eles introduziram na Maçonaria os mesmos conceitos filosóficos, utilizando agora os instrumentos da arte de construir, como símbolos da regeneração e do aperfeiçoamento moral e espiritual do Homem.
Hermes Trismegisto foi, na Mitologia Grega, o deus que reuniu os atributos que todos os grandes pensadores e iniciados desejaram transmitir às futuras gerações. Ele foi um deus tão importante que na cidade de Listra, a multidão, ao ver o milagre realizado pelo apóstolo Paulo, tomou-o por Hermes e gritou entusiasmada, pensando estar diante de um deus sob forma humana.
Obras consultadas
Hermes Trismegisto – Ensinamentos Herméticos AMORC Grande Loja do Brasil
Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia – Nicola Aslan
La Franc-Maçonnerie Rendue Intelligible à Ses Adeptes – Oswald Wirth
Encyclopaedia Britannica – Volume XI
O Vale dos Reis – O Mistério das Tumbas Reais do Antigo Egito – John Romer
A Doutrina Secreta – Volume V – H.P.Blavatsky
Odisséia – Homero
https://www.maconaria.net/hermes-trismegisto/













