sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Megalitos

Campos de megalitos no amapa AP- CA- 18, a conexão entre a foz do amazonas e o amapa com a cerâmica marajoara e com os cerrados.........

Buritis no Amapa

Neste lugar foram encontrados 4 sitios arqueologicos no amapa, olha a semelhança com os brejos do parque das emas, buritis ao fundo , aqui há aldeias associadas ao megalitismo no amapá

domingo, 1 de janeiro de 2012

Filosofia no Seculo XXI

É precisamente no terreno da ecologia que podemos delinear a demarcação entre a política da emancipação e a política do medo na sua forma mais pura. De longe, a versão predominante da ecologia é a da ecologia do medo – medo da catástrofe, humana ou natural, que pode perturbar profundamente ou mesmo destruir a civilização humana. Essa ecologia do medo tem todas as oportunidades de se converter na forma ideológica predominante do capitalismo global, um novo ópio das massas que sucede o da religião. Assume a função fundamental da religião, aquela de impor uma autoridade inquestionável que estabelece todo limite. Apesar de os ecologistas exigirem permanentemente que mudemos radicalmente nossa forma de vida, é precisamente isso que subjaz a essa exigência no seu oposto, isto é, uma profunda desconfiança em relação à mudança, em relação ao desenvolvimento, em relação ao progresso: cada transformação radical pode conter a consequência inestimada de detonar uma catástrofe. É exatamente essa desconfiança que converte a ecologia em um candidato ideal para tomar o lugar de uma ideologia hegemônica, pois faz eco da desconfiança em relação aos grandes atos coletivos.

Afinal, de qual natureza estamos falando?



A “natureza” como condição de domínio, de reprodução balanceada, de implantação orgânica dentro da qual intervém a humanidade com a sua desmedida, destruindo brutalmente sua moção circular, não é outra coisa que a fantasia do ser humano; a natureza já é de fato uma “segunda natureza”, seu equilíbrio é sempre secundário, trata-se de uma tentativa de negociar um “hábito” que restauraria alguma ordem depois das intervenções catastróficas. A lição que devemos colher é a de que, se não podemos estar seguros de qual será o resultado final das intervenções humanas na biosfera, uma coisa é certa: se a humanidade detivesse abruptamente sua imensa atividade industrial e deixasse que a natureza tomasse seu curso equilibrado, o resultado seria uma ruptura total, uma catástrofe inimaginável. A “natureza” na Terra está tão adaptada às intervenções humanas, a “contaminação” humana está a tal ponto incluída no frágil e instável equilíbrio da reprodução “natural”, que a interrupção intempestiva da ação humana causaria um desequilíbrio catastrófico. É isso precisamente que demonstra que a humanidade não tem como retroceder: não só não há um “grande Outro” (uma ordem simbólica autocontida que seja a última garantia do significado), assim como também não existe uma natureza que contenha uma ordem equilibrada ou de autoprodução e cujo equilíbrio tenha sido perturbado e descarrilado pela intervenção humana desbalanceada. Não só o grande Outro tem sido “gradeado”, a natureza também.


A ecologia é o ópio do Povo: entrevista com Slavoj Zizek

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Eu e meus amigos

Bando de Queixadas no parque nacional das emas

MACUNAIMA

Formação rochosa do topo do Monte Roraima.  Foto: Nelson Reis
"Monte Roraima - Sentinela de Macunaíma" foi recentemente publicado no livro "Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil", volume II, pela SIGEP - Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (CDD 560.981).

Realização:


AL TRISTE

Ahí está lo que fue: la terca espada
del sajón y su métrica de hierro,
los mares y las islas del destierro
del hijo de Laertes, la dorada
luna del persa y los sin fin jardines
de la filosofía y de la historia,
el oro sepulcral de la memoria
y en la sombra el olor de los jazmines.
Y nada de eso importa. El resignado
ejercicio del verso no te salva
ni las aguas del sueño ni la estrella
que en la arrasada noche olvida el alba.
Una sola mujer es tu cuidado,
igual a las demás, pero que es ella

Jorge Luis Borges

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Céu no Dia do Acampamento em Emas Park



Acampamento no Parque das Emas

Durante um dia inteiro de atividades cansadíssimo fui jantar e pensativo sobre o futuro do parque me deliciei com a comida da dona Joana(nossa cozinheira) mesmo assim não tirei meus pensamentos sobre o futuro do parque e problemas pessoais mais fui em frente para o auditório do Parque Nacional das Emas onde a Prof Simone e Maristela nos apresentou o Sr Valdir Nosso Instrutor de Excursionismo e Acampamento de Mínimo Impacto, uma pessoa muito seria mais que tem domínio sobre o assunto em geral , Valdir enfatiza um aspecto muito relevante em toda sua palestra (SEGURANÇA) pois com vidas humanas não podemos brincar principalmente em lugares inóspitos e longe da civilização, Resumindo o ser humano leva para as já escassas áreas selvagens os péssimos hábitos impostos por nossa sociedade, e a total ignorância sobre como conviver com a natureza, criando problemas ambientais às vezes de difícil solução e acidentes ocasionalmente trágicos. Tais problemas podem ser contornados seguindo e ensinando algumas regras simples, que protegerão o meio ambiente, darão maior prazer e evitarão acidentes. Valdir separa o pessoal em dois grupos: um de 10 e outro de 11 pessoas, sorteia o anjo de cada um no auditório e também grupos de 2 pessoas para revesar para cuidar do acampamento de 30 em 30min(duas pessoas farão ronda noturna de 30 em 30min)


Algumas dicas de segurança dadas na palestra: Planejamento-O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo por isso não arrisque sem necessidade; Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro de viagem com alguém de confiança; Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (saiba usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Leve sempre os itens essenciais: lanterna, agasalho, capa de chuva, chapéu, um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mapa e bússola, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração. Caso você não tenha experiência, não se arrisque sozinho em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.


Depois do jantar seguimos a rota que vai da Sede ate o portão do Bandeira , percurso de 5km seguimos em frente todos juntos , dois grupos separados de 10 pessoas porem ninguém seguiu esta ordem ate o final , quando andamos uns 500m , Fabiano que era do outro grupo sumiu , este grupo teve que voltar para encontrá-lo, ou seja : devemos sempre estar atentos para o nosso companheiro. Encontramos um cupim com bioluminescência e explicamos para 3 pessoas que nunca tinham visto tal fenômeno(a bioluminescência e a emissão de luz produzida por seres vivos — registrado no mundo. No inicio da estação das chuvas, ao anoitecer, milhares de larvas de uma espécie de vaga-lume (Elaterídeo) emitem intensa luz esverdeada, salpicando a paisagem com uma miríade de pontos luminosos.Tudo começa quando a fêmea da espécie, depois de ser fecundada, deposita os ovos no pé dos cupinzeiros. Ali se transformam em larvas e cavam buraquinhos nas paredes do próprio cupinzeiro, onde farão suas casas. À noite acendem suas “luzes”, para infelicidade dos insetos. Atraídos pela claridade muitos deles descobrem tarde demais que se trata de uma armadilha de caça montada pela voraz larva predadora Mariposas, cupins e formigas aladas são as principais vítimas dessa adaptação biológica.).


Quando Chegamos na metade do caminho no entroncamento que vai para a trilha da capivara, todos os dois grupos pararam e Valdir(nosso instrutor) começou a explicar sobre orientação noturna e nos mostra as constelações de touro e orión e nos da dicas de como orientarmos seguindo estas constelações. Seguimos em frente e chegamos ao portão bandeira, achamos o local de acampamento e todos cansadíssimos montam suas barracas, eu que estava sem barraca monto minha rede e durmo. Acordo as 2:30 da manhã para fazer ronda noturna no acampamento junto com meu outro companheiro e vejo o céu totalmente estrelado , a via-láctea inteira, as 3:00 da manhã acordo o outro grupo e vou dormir. As 4:00 da manha Tiago me chama para dormir na sua barraca porque eu estava com muito frio na minha rede todo encolhido, era a vez do Tiago fazer ronda. Acordamos todos por volta das 6:30 da manha , Valdir explica como cozinhar um ovo colocando-o dentro de uma laranja, acendemos uma fogueira e colocamos algumas laranjas recheadas com ovos na fogueira que os meninos fizeram, Valdir explica como fazer pão e perco a explicação pois fui ao banheiro, quando retorno vejo vários espetos de gravetos recheados com massa de pão assando na fogueira. Comemos alguns pães e levantamos acampamento. Retornamos a sede principal com o carro safári.


Chegando na sede pela manhã voltamos ao auditório para fazer um resumo deste acampamento e conclusões sobre o mesmo. Revelamos o anjo de cada um e todos se sentiram protegidos pelo seu anjo, é necessário união em um acampamento para evitar acidentes e perda de energia desnecessária. Um dos grandes segredos do sucesso de um acampamento é o espírito de grupo.




O céu no dia em que a gente parou para ver as orientações do senhor Valdir- no entroncamento para a lagoa da capivara, as 22:00 horas

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